Artigo retirado de: http://www.fafich.ufmg.br/gris/biblioteca/artigos/johnson-telma-jornais-eletronicos.pdf/view
Jornais eletrônicos do Brasil: a primeira
geração
Telma Sueli Pinto Johnson
O estudo combinou a teoria da difusão de inovações com a teoria do gatekeeping para explorar a primeira geração dos jornais diários brasileiros em operação na Internet. Foi examinada a iferença entre a versão eletrônica e a versão impressa de 18 jornais em termos de tipo e quantidade de conteúdo. Um instrumento de survey foi elaborado para coletar informações sobre as opiniões, atitudes e expectativas dos editores eletrônicos em cargo de chefia –
os gatekeepers eletrônicos no Brasil.Os resultados, que datam de 1997, mostraram que os diários brasileiros começaram a operar na Internet por impulso, sem a identificação de uma real necessidade ou propósito distinto para o novo negócio eletrônico. Além disso, os jornais eletrônicos tinham como alvo a mesma audiência do jornal impresso – as classes média e alta. A preocupação editorial dos gatekeepers era fazer do novo meio uma versão mais ampla, em tempo real, do jornal impresso. A promessa era criar um produto com o imediatismo da TV e do rádio e toda a profundidade do jornal, mais atrativo e conveniente para as classes média e alta do que os jornais impressos. A fórmula, para os primeiros gatekeepers eletrônicos, não colocaria em risco a versão tradicional dos seus jornais impressos.
Texto na integra: http://www.fafich.ufmg.br/gris/biblioteca/artigos/johnson-telma-jornais-eletronicos.pdf/view
Telma Sueli Pinto Johnson é doutoranda em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mestra em Ciências da Comunicação pela Southern Illinois University (EUA) e professora substituta do Departamento de Comunicação Social da UFMG. Este trabalho, síntese de minha dissertação intitulada “Brazil’s electronic newspapers: the first generation”, foi traduzido e re-editado para o Grupo de Trabalho da História da Mídia Digital, do IV Encontro da Rede Alfredo de Carvalho, em maio/junho de 2006, São Luiz (MA).
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
A lista de erros é realmente grande. Lançar um produto na internet só porque a rede oferece esse tipo de recurso e não realizar uma pesquisa a respeito do público alvo são grandes problemas. Mas o pior foi acreditar que o lançamento de uma versão online do jornal não poderia diminuir o público do impresso. Afinal, se o conteúdo dessas duas versões dos jornais é destinado a um mesmo público(classes A e B)...
Essa criação rápida e desorganizada de jornais eletrônicos no final da década de 90 parece ser mais um reflexo das tentativas desesperadas dos donos de jornais para enfrentar o temido ''fim do jornal impresso''.
Postar um comentário